Segundo o Cartório Eleitoral, 16.756 pessoas não compareceram à votação
Com 56,3% dos votos válidos, Nelson Brambilla (PT) foi eleito o novo prefeito de Araras, na região Central do Estado de São Paulo, neste domingo (18). A diplomação está marcada para o dia 10 de agosto, às 20h, no Plenário da Câmara Municipal. Em instantes, veja a primeira declaração do vencedor.
Com a coligação “Araras, o futuro é agora”, Brambilla, que exerce o cargo de prefeito interino, obteve 37.746 mil votos válidos, contra 29.242 (43,6%) do candidato Pedro Eliseu (PSL). Votos brancos somaram 2.090 e nulos 3.278. De acordo com dados dos Cartório Eleitoral, 16.756 pessoas não compareceram à votação. A apuração durou cerca de duas horas.
Veja como foi a votação durante a tarde
A votação teve início às 8h e se encerrou às 17h nos 40 locais de votação. Das 251 urnas, apenas quatro apresentaram problemas, mas foram trocadas imediatamente, sem causar transtornos. Segundo a Polícia Militar, nenhuma ocorrência de crime eleitoral foi registrada e a votação seguiu tranquila em todas as seções.
Perfil
Nelson Dimas Brambilla é médico especialista em gastroentereologia. Ele foi eleito para o cargo de vice-prefeito em 2001 e assumiu a Secretaria de Saúde. Nas eleições de 2004, foi candidato a prefeito, mas ficou em segundo lugar com 16,8 mil votos.
Em 2008, foi eleito vereador com 7,5 mil votos. No ano seguinte, assumiu a presidência da Câmara e, em julho, com o afastamento de Pedrinho Eliseu, assumiu o cargo como prefeito interino. Em entrevista à EPTV, Brambilla falou de suas expectativas como prefeito e disse que vai priorizar a área de saúde. Confira a entrevista na íntegra em instantes.
Anulação
A eleição realizada em outubro de 2008 foi anulada, pois o prefeito eleito, Pedro Eliseu Filho, e seu vice, Agnaldo Píspico, tiveram os registros de candidaturas cassados por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. No julgamento realizado em junho de 2009, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entendeu que reportagens do Jornal Já sobre um candidato influenciaram no resultado das eleições.
Em agosto de 2009, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um novo pedido de liminar para a volta do prefeito e vice. Além de perderem os cargos, Pedrinho e Píspico ficaram inelegíveis por três anos. O juiz eleitoral, Antônio César Hildebrand e Silva, determinou a realização de uma nova eleição no dia 24 de maio.
Fora de época
A organização da eleição fora de época mobilizou cerca de 850 pessoas, entre mesários, oficiais de justiça, juízes, promotores eleitorais, servidores do Cartório Eleitoral, representantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), além dos apuradores de votos.



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