È PRECISO MOBILIZAR
É PRECISO MOBILIZAR
A palavra mobilização, quando entra em nossos ouvidos, logo faz surgir na memória àqueles episódios gigantescos das “Diretas Já” (em 84), “do Fora Collor” (em 92) foi dentro do embate levado pelos excluídos, pelos trabalhadores e os movimentos sociais que o PT cresceu até chegarmos à Presidência do Brasil.
Nós militantes do PT não podemos de forma nenhuma esquecer...
Nosso Partido nasceu das grandes lutas contra a ditadura militar, contra exploração capitalista através das maiores greves (1978 ABCD ) e muitas outras mobilizações de nossa história.
A liquidação definitiva da ditadura em 1986 é uma lembrança de um momento de grande mobilização dos trabalhadores que sabiam que só podiam fazê-lo com a eleição de uma Assembléia Nacional Constituinte, livre, democrática e soberana. Nessas eleições, Lula tornou-se o Deputado mais votado do Brasil, com 651.763 votos. A bancada petista era pequena (16 deputados), mas teve participação extremamente ativa na Constituinte. Como disse Margaret E. Keck: “O partido foi um elemento importante na coalizão que abriu o processo de elaboração da Constituição às iniciativas populares, através de uma alteração das regras internas da Assembléia Constituinte que possibilitava as emendas populares (...). Isso provocou um amplo processo de mobilização popular, acabando por gerar 122 emendas com um total de 12.265.854 assinaturas, da qual participou uma ampla gama de movimentos sociais, sindicatos e outras organizações da sociedade civil”.
Vitória mesmo teve em 1988, comemorada com a multidão nas ruas, portando faixas e bandeiras, cantando músicas hinos e gritando palavras de ordem. Foram conquistadas as prefeituras de 36 cidades, entre elas três capitais importantes: Porto Alegre, Vitória e nada mais nada menos do que São Paulo (comemorada na Avenida Paulista), a maior cidade da América Latina. Além disso, elegeu 1.007 vereadores, quase seis vazes mais do que o número de 1982.
Quem lembra?
Sem medo de ser feliz, o PT, juntamente com outros partidos de esquerda, ousou concorrer à Presidência da república em 1989. E quase chegamos lá. A candidatura Lula não foi mais uma campanha eleitoral. Foi um movimento da sociedade com democracia, dos trabalhadores com que provou que o sujeito de sua própria história, que pode se quiser, transformar o mundo e a sociedade. Como disse Ricardo Kotcho “A derrota nas urnas por pequena margem (...) jamais será capaz de apagar da nossa memória as muitas vitórias alcançadas nesta campanha, que despertaram para a realidade de que o sonho é possível”.
O nosso partido enraizou-se na classe trabalhadora, levantou-se como um gigante reunindo a maioria de oprimidos e exploradores, esteve presente na frente de grandes movimentos. Trazemos na nossa historia o fervor de uma militância dedicada, que sem nenhum interesse, arregaçava as mangas e ia á luta por seus direitos que eram representados pelas consignas dos partidos dos trabalhadores.
É o acumulo numérico de trabalhadores em luta que vai gerar o salto qualitativo com formação de quatros no enfrentamento das campanhas, nas lutas do dia a dia e com formação política para refletir a sua prática.
Essa militância sempre foi à alma de nosso partido, juntar muitos trabalhando [quanto melhor !]nosso diferencial, de tantos outros partidos burgueses que só se moviam em período eleitoral. Para nós é fundamental gerar mudanças sociais, e com bastante gente o movimento fica mais sólido e consistência.
Parafraseando Mario Quintana “eles passarão, nós passarinho’’
As mobilizações envolviam a participação das grandes massas, mas também de grupos pequenos dentro do PT que se envolvia, se dedicavam, se comprometiam de tal forma que garantiam a eficácia de sair ás ruas com as reivindicações dos trabalhadores.
Nossa militância é de garra é dedicação ao nosso partido; nós trabalhadores vamos para as ruas na defesa dos nossos representantes, daqueles que são os porta-vozes das reivindicações da classe trabalhadora, dos intelectuais, da juventude. Que representam: reivindicações das quais são portas vozes.
A participação no PT é conseqüência dos processos de mobilizações é um ato de paixão e confiança no futuro.
É o jovem que sairá ás ruas em defesa de seu futuro, do futuro da humanidade.
É o trabalhador que em defesa de suas conquistas, de seus empregos e sua liberdade de organização, sairá das fábricas, dos sindicatos para combater contra qualquer retrocesso neoliberal representado pelo PSDB, o DEM e todos os Partidos que representam a burguesia.
Seremos nós petistas condutores do fio histórico que construiu e consolidou nosso Partido, distribuindo panfletos, colando cartazes nos ônibus, no metrô e nas casas, carregando as nossas bandeiras vermelhas iluminadas pela luminosamente da nossa Estrela.
Diremos ao povo brasileiro, que um Partido só pode conduzir as lutas com as quais nos comprometemos se tivermos “Os Trabalhadores como protagonistas”, nos movimentos sociais, na juventude e todos excluídos, sua principal base de apoio; - a base de sustentação do futuro governo do Partido dos Trabalhadores.
Ser do PT é heroísmo (Chico Mendes), mas também é cotidiano. É compromisso desinteressado engajado na luta dos trabalhadores.
Elegendo uma bancada de deputados e senadores que sejam representantes das causas de nosso povo e enfrentem a máquina deste sistema capitalista, que nos oprime.
Uma campanha militante que desperte o sonho adormecido. O sonho da classe trabalhadora.
Esse será o grande ganho de todos os que souberem trazer para esta eleição o tão sonhado momento de ter a história na frente e o futuro nas mãos.
Aos companheiros clamamos: “(...) vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz à hora, não espera acontecer!”
Vamos fazer das eleições de 2010 uma retomada das antigas campanhas do PT. Uma campanha de rua, de transformação com a militância comandando as grandes mobilizações gerando uma vitória que nascerá das lutas dos trabalhadores.
Angela Paula - ASSESSORA DA SECRETÁRIA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL DO PT
Blog de ANGELA RAMOS DA SILVA
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Postado em 2 agosto 2010 às 13:14
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Postado em 2 agosto 2010 às 13:12
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